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Avaliação biomecânica: 7 pontos essenciais e o impacto do apoio do pé na dor

Como a análise biomecânica do apoio plantar, da marcha e da postura permite identificar a causa das lesões e orientar uma intervenção clínica mais precisa.
avaliação biomecânica

1. A biomecânica como base da avaliação clínica

A biomecânica estuda a forma como o corpo humano se move e como as forças atuam sobre as estruturas músculo-esqueléticas durante o apoio, a marcha e a atividade funcional.

Na prática clínica, muitas queixas de dor persistente não têm origem apenas no local onde se manifestam. Alterações no apoio plantar, no alinhamento do pé ou nos padrões de marcha podem desencadear compensações progressivas ao longo da cadeia cinética, com impacto no tornozelo, joelho, anca e coluna.

A avaliação biomecânica em Podologia tem como objetivo identificar estas alterações de base, permitindo compreender a origem da sobrecarga e orientar uma intervenção mais eficaz e individualizada.

2. O pé como ponto de partida da cadeia cinética

O pé é a estrutura responsável por contactar com o solo, absorver impacto, estabilizar o corpo e permitir a progressão da marcha. Qualquer alteração no seu alinhamento ou função influencia diretamente a forma como as forças são transmitidas para os segmentos superiores.

Na prática clínica, é frequente observar-se que:

  • dores no joelho persistem apesar de tratamentos locais

  • tendinopatias recidivam sem causa aparente

  • lesões de sobrecarga surgem com a prática desportiva

  • a marcha se torna ineficiente ou instável

Em muitos destes casos, a origem do problema está no apoio do pé e nos padrões biomecânicos associados.

3. O que é uma avaliação biomecânica em Podologia?

A avaliação biomecânica é uma consulta clínica estruturada que integra observação clínica, análise funcional e tecnologia de apoio à decisão.

Na PodoAntas, esta avaliação é realizada por podologistas com formação diferenciada em biomecânica e ortopodologia, permitindo uma leitura integrada dos dados recolhidos e a sua correta interpretação clínica.

O objetivo não é apenas observar como o paciente caminha, mas compreender como o corpo responde ao apoio, onde surgem as compensações e quais as estruturas mais sobrecarregadas.

4. Componentes da avaliação biomecânica

Consoante cada caso clínico, a avaliação pode integrar:

  • Podoscopia de detalhe – permite observar a morfologia plantar, o tipo de arco e a distribuição inicial do apoio em carga.
  • Plataforma podobarométrica multisensorizada –  analisa a distribuição das pressões plantares em estática e dinâmica, identificando áreas de hiperpressão, assimetrias e padrões de carga alterados durante a marcha.
  • Sistema de avaliação biomecânica postural global – avalia a relação entre o apoio plantar, a postura e os alinhamentos dos diferentes segmentos corporais, permitindo compreender como o pé influencia a postura global.

A integração destes dados fornece uma visão objetiva e mensurável do funcionamento biomecânico do paciente.

5. Porque é que a dor nem sempre está onde dói?

Uma das principais vantagens da avaliação biomecânica é a capacidade de explicar sintomas à distância.

Por exemplo:

  • uma pronação excessiva pode alterar a rotação tibial e aumentar a sobrecarga no joelho

  • o desalinhamento do calcâneo pode modificar o vetor de tração do tendão de Aquiles

  • assimetrias de apoio podem contribuir para dor lombar ou fadiga muscular

Nestes casos, tratar apenas a zona dolorosa sem corrigir a causa biomecânica tende a conduzir à recorrência do problema. Agende a sua avaliação biomecânica.

6. Avaliação biomecânica e ortóteses plantares

A avaliação biomecânica é fundamental na prescrição de ortóteses plantares personalizadas.

As ortóteses não são um acessório genérico, mas um dispositivo clínico desenhado para:

  • redistribuir cargas

  • corrigir alinhamentos

  • reduzir áreas de hiperpressão

  • melhorar a eficiência do movimento

  • diminuir a sobrecarga em tendões e articulações

Tal como os óculos corrigem a forma como vemos, as ortóteses corrigem a forma como o pé recebe e transmite forças ao corpo.

7. Avaliar bem é intervir com mais precisão

A diferença entre uma abordagem genérica e uma abordagem clínica eficaz está no método, na experiência da equipa e na interpretação rigorosa dos dados.

Quando a avaliação biomecânica é bem conduzida, permite:

  • identificar a causa da dor

  • orientar a intervenção de forma precisa

  • prevenir lesões futuras

  • melhorar o desempenho funcional

  • reduzir o risco de recorrência

Na PodoAntas, a avaliação biomecânica é integrada numa abordagem clínica global, sempre ajustada às necessidades individuais de cada paciente.

A biomecânica permite compreender o corpo em movimento e identificar aquilo que não é visível numa observação superficial.

Avaliar o apoio plantar, a marcha e os padrões de compensação é essencial para tratar a causa da dor e não apenas os seus sintomas.

Porque quando se avalia com rigor, trata-se melhor.

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